Pânico na Neve – O filme e algumas observações

10/12/2013 by

Pânico na Neve – O filme e algumas observações
Gente de Deus,
Assisti o filme “Frozen” , “Congelado”, em português, mas a versão brasileira passou para “Pânico na Neve”.
Esse gênero de filme já não me emociona, nem assusta, apenas revolta contra os erros, dificuldades, ignorância de jovens despreparados para o mínimo.
Tirando o fato de que o diretor manipula a história do modo como deseja, resta-nos embarcar nessa história e tirar alguma conclusão que sirva.
Nasci na roça.
Eu saia, ainda criança, pelo mato, pelas plantações e contemplava a criação, ao modo caipira. Dava nome as pássaros e os caçava. E era bem sucedido no emprego das arapucas que eu mesmo construía.
Aprendi a plantar e a colher. A capinar, a roçar e a limpar.
O arroz, o milho, o algodão, a mandioca, a batata e o amendoim.
Aos oito anos nos mudamos para a cidade e fui envolvido com as profissões básicas da área de construção: pedreiro, carpinteiro, marceneiro, motorista, pintor, eletricista, raspador de tacos, e tantas outras.
Eu admirava aqueles homens e seus conhecimentos. Cada um tinha a sua dignidade própria como profissional.
E estudei.
Curso superior e pós-graduação.
Pensei em mestrado e doutorado, mas não enxerguei benefício. Talvez ainda o faça.
É que eu olhei para o mundo e percebi como são importantes aquelas coisas que ficaram para trás.
Eu entendo que seja importante trabalhar a terra, as plantas, os animais.
Entendo que seja importante o trabalho com as mãos na tarefa de construir uma casa, consertar um carro, construir um brinquedo.
Bricolagem, hobby, passatempo. Seja o que for, devemos nos expressar criativamente. É bom ser admirado pelo que criamos. É bom servir por amor.
Essas coisas nos trazem alegria de viver pela aceitação dos outros.
Vale a pena, de fato.
Mas, exigir isso de um adolescente, de um jovem de cidade, é exigir demais.
O normal é que não saibam trabalhar a terra, nem tratar com os animais, nem tenham profissão, nem saibam o que fazer diante de situações difíceis.
Mas, perguntemo-nos: O que ocorreu para uma geração ser assim tão despreparada para o mínimo?
Eu diria que foram enganados.
Alguém me diz: Esses moços de hoje só querem saber de computador.
Não é verdade, respondo. Eles se apegam ao que lhes é oferecido. Quando estão no acampamento eles se divertem muito.
E, lá no acampamento, vemos o quanto foram enganados.
Onde está o engano?
Está em não motivá-los para as profissões, para o trabalho com a terra, para com criatividade.
Ora, isso é educação integral, vemos isso nas melhores escolas, nos melhores métodos.
Agradeço a Deus que me matriculou na escola natural, onde aprendi essas coisas sem nada pagar. Glória a Deus!
O que fazer?
Bem, eu montei um curso de acampamento que resume essas coisas todas. E tem sido muito bom transmitir o conhecimento aos que iniciam suas vidas.
É o que posso fazer.
Mas, e o “Frozen”, o “Pânico na Neve”?
Bem, tem o “Náufrago”, o “The Open Sea” (o “Mar Aberto”) e deve ter vários outros que eu não assisti.
Creio que o diretor quer nos irritar com a irresponsabilidade dos operadores dos barcos do Havaí que dançam e gritam “Aloha”, enquanto esquecem o casal no mar aberto, a servir de comida para tubarões.
O outro quer nos irritar com tanta ignorância do Tom Hanks. Ator tão famoso que conseguiu se virar mesmo sendo um QI tão baixo como o “Forest Gump”, haveria de se dar melhor como náufrago.
O terceiro irrita, de fato, com o despreparo dos adolescentes da neve. Restam os lobos para os devorar.
Ao nosso mundo.
O jovem está tentando apertar o parafuso, girando-o para a esquerda. Ele não sabe que os parafusos são apertados girando-se no sentido horário. E para soltar é o contrário.
Não podemos dar uma máquina de corte para nenhum deles sob risco de acidente grave.
E que ninguém lhes sugira fazer um curso de capacitação profissional porque ofende. Os profissionais ganham o dobro, o triplo do que ele ganha, mas ele pensa ser superior porque não suja as mãos enquanto trabalha, quando trabalha.
Uniram-se despreparo, soberba e preguiça para acabar com os nossos jovens. Eles estão sendo enganados.
O Senhor Jesus
Era carpinteiro – entenda-se tudo o que poderia ser envolvido na arte de trabalhar com madeira. Ele certamente entendia de manjedoura, de barco e de cruz.
“Meu Pai trabalha até agora e eu trabalho também”. Ele trabalhava muito.
“Se eu, sendo mestre, dei o exemplo, lavando-lhes os pés, quanto mais vocês devem se humilhar no serviço dos irmãos”.
O exemplo de Cristo é de profissionalismo, muito trabalho e humildade.
E que o Senhor nos livre de situações tão desesperadoras. E nos socorra quando nelas cairmos.
E nos dê humildade para aprender o que devemos saber, enquanto não precisamos, mas temos tempo e condições de aprender.
Misericórdia!
Massuia

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