Sacrifício, governo e profecia

31/12/2013 by

Sacrifício, governo e profecia

Gente de Deus,

É muita pretensão minha falar sobre coisas que vocês, pelo menos alguns, têm melhor entendimento. Mas, por amor aos que sabem menos, por amor a mim mesmo que desejo aprender mais, aí vão algumas considerações sobre sacrifício, profecia e governo.
O objetivo é entender o significado disso, hoje, quando o erro maior, que é a falta de temor de Deus, ou soberba, toma conta de quase tudo o que se ouve, que se assiste (filmes, vídeos, TV), que se lê. Essa estupidez que aí está toma conta como um oceano que a todos envolve, e as pessoas ficam desnorteadas. Elas sentem que algo está sendo perdido, mas não sabem o que é.
Vamos tentar entender.
Você ajuda, como sempre.
No Paraíso
Você se lembra que Adão e Eva, no paraíso, tinham comunhão direta com o Senhor. Isso significa viver no Paraíso. Significa ter toda a provisão para o sustento físico, mental, espiritual. Significa estar livre da ansiedade. O futuro não existe, não tem interesse, pois você está ligado ao Eterno. Cada momento é eterno.
Pecaram
Você sabe que eles pecaram, caíram da condição de relacionamento direto com o Senhor e foram expulsos do Paraíso. Mas, claro, o desejo era voltar àquela comunhão que os livrava de toda ansiedade. Mas, como restabelecer aquela comunhão?
O sacrifício, a invocação
Por meio do sacrifício, do derramamento de sangue, subia ao alto, o cheiro, a fumaça, os vapores do animal queimado, e o ofertante invocava, chamava, o Criador para estar consigo.
O próprio Deus tinha ensinado isso.
E funcionava bem, claro.
Mas, quem é que sacrificava?
Sacerdotes
Eram os chefes das comunidades, inicialmente. Ora, é claro, que a tarefa mais importante tinha que ser tarefa do maior da comunidade. Eles eram os reis, por assim dizer.
A palavra Melquisedeque, segundo aprendi, é composta de duas partes: Malec e Zedec, Rei e Sacerdote. Era Rei de Salém, Rei de Paz. Paz que procede de Deus, que aceita o sacrifício oferecido.
Eram muitos
Melquisedeque, Hobabe (Getro, que era o sogro de Moisés), Jó e muitos, muitos outros que não são mencionados na Bíblia. Abraão mereceu especial destaque.
Na verdade, cada pequeno grupo nômade tinha o seu rei e sacerdote.
Eles não tinham lugar fixo até que surgissem as cidades.
As cidades
Quando as cidades eram estabelecidas, o sacrifício ficava a cargo de um sacerdote. Ele era o homem que se posicionava entre as pessoas e Deus. O Rei se dedicava a coisas mais concretas, como a política, a administração, a segurança. Comandar o exército era muito importante.
Então, o sacrifício agradável a Deus era a expressão do homem a Deus, buscando ser aceito por Deus e, com isso, receber a bênção e a vida.
Vinha a bênção para a colheita, para a saúde das pessoas, para livrar dos inimigos.
A profecia
Mas, e quando a colheita falhava, as doenças assolavam, os inimigos matavam, roubavam e destruíam?
Alguma coisa estava errada, mas o quê estava errado se o sacrifício era ofertado?
Ora, é evidente que maus costumes se instalaram na comunidade, coisas erradas estavam sendo feitas, alguma coisa tinha que ser corrigida.
Mas, o quê?
Será que é isso? Será que é aquilo? Adivinhar era difícil.
E o povo ia perecendo, debaixo da miséria, da doença e do inimigo.
Era preciso, agora, que Deus falasse o que estava acontecendo. Estava faltando a Palavra de Deus. Não faltava sacrifício. Não faltava o ato humano, de baixo para cima. Faltava a Palavra, de cima para baixo.
Aí, Deus falava através de homens que Ele escolhia.
Uma vez que falava, aquele homem seria conhecido, pelo resto da vida, como profeta, ou homem de Deus. E ninguém podia se eleger profeta, claro. O preço de dizer sem que fosse a Palavra de Deus era o risco de não acontecer, e isso era imperdoável. Era pena de morte.
A profissão de profeta é a pior do mundo.
Israel
Você sabe que Abraão era um rei e sacerdote nômade, peregrinando na Palestina. O Senhor lhe dissera que peregrinasse naquela terra, que, mais tarde, seria da descendência dele.
Séculos depois, quando o povo foi resgatado do Egito, durante a caminhada, uma Nação se ergueu. Um Estado, com leis, foi organizado. Quando entraram na Terra Prometida, um País aconteceu. Nós chamamos de Povo de Israel, Nação de Israel, mas é bom lembrar que se tratava de um país, com nação e território, com leis. E, depois, o reinado foi estabelecido.
É o que existe até hoje.
Em Israel, o governo era do rei, o sacrifício era do sacerdote, e a profecia era do profeta.
O rei era por dinastia, o sacerdote era por dinastia, mas, e o profeta?
O profeta era escolhido por Deus, diretamente.
Sem profecia o povo perece
O governo sempre tem problemas de incompetência e corrupção, você sabe. E as dificuldades acontecem. Problemas de todo tipo.
O sacrifício não resolve porque não corrige o problema.
Aí, o Senhor envia seu profeta, que diz o que está errado.
Aí, o culto é restabelecido de modo agradável a Deus.
E tudo volta a dar certo, a crescer.
Jesus Cristo
Você sabe que Cristo foi profeta, trazendo da parte de Deus a Palavra perfeita para o ser humano.
E, sobre a cruz, Ele ofereceu  o sacrifício maior, o sacrifício final. Os sacrifício animais que o antecederam eram apenas ilustrações do que haveria de ser feito na cruz, de modo perfeito.
 Você sabe que Jesus Cristo veio para ser Rei, aceito pelo povo e reconhecido pelas autoridades. Mas, Ele foi rejeitado. Então, o papel de Rei, em Glória, ficou para quando Ele voltar. Esse governo maravilhoso é o que esperamos.
O Nome “Jesus Cristo”, significa “Aquele que foi ungido por Deus para ser o Salvador”.
Profeta, Sacerdote e Rei.
A Igreja
O Senhor Jesus, por não ter sido aceito, não pode instalar o Reino. Ficou para depois.
Mas, Ele instalou esse Reino nos corações das pessoas, no íntimo delas.
E, quando essas pessoas se reúnem, Ele mesmo se faz presente no meio delas.
Esse grupo, presidido pelo Senhor Jesus, decide, aqui na terra, o que vai ser, e isso é confirmado pelo poder de Deus.
Desse modo, está, mais uma vez, definido o sacrifício, que é o culto com a Ceia do Senhor.
Quem deseja entrar para essa comunidade deve renunciar à vida anterior, sendo batizado. Morre para a vida anterior e nasce para a nova vida.
Você vê que as pessoas reunidas dirigem-se a Deus diretamente. Isso é sacerdócio.
Você vê que, quando o pregador fala, é profecia, ou deve ser profecia. É Deus falando com o povo.
E o governo?
Bem, o governo do país não é serviço da igreja. É escolha de todos os cidadãos, visto que a igreja não alcança todos os cidadãos.
Já o governo da igreja é problema dos fiéis, que procederão de forma democrática, orientada pelo Senhor. Pelo menos assim deve ser.
Há, sem dúvida, aqueles que iniciam uma igreja, lideram em todo o tempo, em todas as áreas de poder. Isso é bom quando os membros estão satisfeitos.
A evolução da Igreja
Você sabe que a Igreja começou no Pentecoste. Eram cento e vinte pessoas reunidas.
Depois, as pessoas se espalharam pelo mundo.
Eram comunidades que se reuniam nos lares, depois se estabeleceram em templos. Quando precisavam de um cabeça, alguém assumia a liderança. Hoje, chamamos de pastor. Era pessoa aprovada por Deus e pelos homens.
Quando um grupo de igrejas estava sob a liderança de um homem, ou um grupo de homens, tínhamos um bispado.
É claro que a coisa tende para governo de coisas materiais, e vai ficando parecido com o governo político, econômico e material dos países.
Falta governo? Não, tem até demais.
Falta sacrifício? Não, tem até demais.
Falta profecia? Não, tem até demais.
Então, qual o problema?
A qualidade
Falta qualidade de governo, tanto do país quanto da igreja. Incompetência e corrupção fazem a coisa ficar ruim, muito ruim.
Falta qualidade de sacrifício, que é o culto, cujos membros precisam santificação, seriedade no que fazem.
Falta profecia que seja verdadeira profecia, que seja Deus falando ao seu povo. Quem deseja profetizar precisa pagar o preço da renúncia dos compromissos com o mundo.
Mas, como trabalhar pela qualidade?
Voltando para a Palavra.
A Palavra
Certamente, a Palavra tem as respostas.
Certamente, a prática da Palavra produz os resultados necessários.
Certamente, o Senhor fala a um povo obediente.
Obedecer
Obedecer à Palavra sempre foi a saída correta.
Sempre deu certo.
Continua dando certo.
Massuia

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